Hormônios à flor da pele

A Merda do dia foi enviada pelo querido Augusto de Araraquara

Um dos problemas de se viver em uma cidade tão pequena é que não existe uma vida gay adequada para se descobrir. Meus colegas de escola, os que eram gays, nunca sairam do armário, os da minha idade que eram, eram muito gays, quase mulheres. Portanto, só tinha estes dois conceitos sobre, como era ser gay naquela época. O único exemplo masculino, mesmo não gay, que tive foram meus irmãos mais velhos. Até os meu quinze anos, meus hormônios explodia por todos os lados, continuava a espiar meus irmãos no banho, não me excitava com aquele ato. Continuava sendo curiosidade. Meus irmãos maiores dormiam no mesmo quarto, um dia eles chegaram tarde, umas quatro da manhã. Creio que haviam tomando muito e foram direto para o quarto, dormir. Fui até lá para saber se estavam bem, pois falavam muito alto e pareciam muito alterados, quando cheguei já estavam dormindo. Estavam dormindo somente cobertos por um lençol, cada um em sua respectiva cama, deixavam parte da perna e peito descobertos. Não pude resistir. Pra mim eram dois lindos homens e não meus irmãos.

Fui levantando o lençol lentamente de um deles, colocando meus dedos por debaixo da cueca e fui acariciando e tocando o pênis dele lentamente. Vi que seu membro ia crescendo e que ele não acordava. Comecei a tirar lentamente o membro dele para fora da cueca, e foi ai que senti segurança de tocá-lo com a minha língua. Não sabia como era fazer sexo oral em um pênis, ele estava bem duro, ia tocando com mais pressão. Foi ai que de repente, ele agarrou minha mão que estava tocando seu membro e ainda com os olhos fechados ele começou a me guiar com suas mãos na minha. Com movimentos para cima e para baixo. Estava me ensinando a masturbá-lo. Eu tremia, talvez com medo de que ele contasse aos meus pais, creio que por ter bebido além da conta, ele imaginou que fosse um sonho ou algo assim. Com todo o movimento em seu membro ele gozou e muito. Eu estava assustado com aquilo tudo, me traumatizou por algum tempo. Não sentia excitação, era meu irmão, pensava que tudo aquilo era errado. Sempre escrevi diarios anuais sobre o que acontecia em minha vida, havia no diario daquele ano, um longo texto sobre o que aconteceu. Definindo aquilo tudo como um ato de curiosidade, me sentia mal depois

Coração estava pronto para se quebrar outra vez? Meu lado esotérico estava gritando, possuía “Cartas de Tarot”. Imagine o perigo? Tirava cartas pra todo mundo. Minha irmã Eliana, minha favorita, vivia com seu marido. Eles se gostavam muito, apesar de ele ser possessivo e ciúmento. Eles viviam em uma casa nova que o marido dela estava construindo, ao lado da casa deles tinha uma casa grande em uma grande propriedade. Foi ai que conheci, Aírton. Aírton tinha seus quarenta anos de idade, e eu recém completos, dezesseis anos.

Embora a história pare aqui por hora e não pareça muito, essa foi uma das maiores merdas que eu fiz em toda a minha vida!

 

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Contos loucos de outrora…

Ele nos dispensou, sem mais ou adeus, até logo, pediu que saíssemos do teatro. Não sabia se eram bons ou ruins, os comentários de Antunes. Quase três horas já haviam se passado, durante o teste todo, estava seguro que Marco já havia levantado acampamento. Antes de sair pela porta principal, olhei pela fresta da porta e lá estava o louco psicopata. Marco estava me esperando, tinha vontade de sair e enfrentá-lo. Estes rompantes se devem a família de minha mãe, brigões de primeira linha. Estava em desvantagem, só tinha visão em um olho, por causa do acidente e não tinha uma arma branca, uma faca, como ele tinha, não tinha arma de cor nenhuma, não era meu tipo carregar arma. Decidi voltar para o teatro e no caminho ví uma porta escrito, “Camarim”. Tive uma ideia, louca mas que talvez funcionasse, já estava andando pela corda bamba mesmo, nada podia ser pior. A porta do camarim estava aberta, não havia ninguém, muitas mais muitas roupas, até de pirata, que ia muito bem com meu estilo. A pergunta a mim mesmo era; “Como não ser reconhecido por Marco?”. Teria que ser muito real e diferente do que eu era. Naquela época eu não tinha muitos pelos pelo corpo e os poucos que tinha depilava, o que me facilitou na hora de escolher o disfarce. Encontrei um vestido preto e peitos postiços, muito reais por sinal. Pronto! Nascia um travesti!

Meia calça, salto alto, maquiagem e peruca. Quando criança eu e meus irmãos brincávamos com as roupas de minha mãe, o que me deu certa experiência, conseguia caminhar em um salto dezoito sem dificuldades, além da atitude de nós gays possuímos em nosso dna. Encontrei uma par de óculos escuros e uma bolsa que cabia somente meus tênis, que gostava muito para deixá-los para trás. Ela, eu, era loira não tinha identidade ou endereço fixo, uma cidadã do mundo, muito esperta e sexy seu único defeito era ouvir seu coração mais do que sua razão. Eu mesmo me surpreendi quando me olhei no espelho, pronto, pronta. Era suficientemente real para passar despercebido por Marco? Não sabia se ele caíria. Me preparei para sair como um ator se prepara para entrar em cena, não poderia cometer erros ou improvisações fora do texto. Se cometesse iria apareceria no noticiário das seis da tarde como;

Travesti adolescente é assassinada a facadas no centro da cidade!

 

 

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Um conto de vários nomes…

Tudo estava no mesmo lugar, um pouco empoeirado mas o cheiro dele ainda estava por todos os lados, sentia um aperto no coração, aquilo tudo me fazia lembrar dele mais do que quando ligava o rádio e estava tocando a nossa canção. Augusta como boa dona de casa que era, só de olhar todo aquele pó em volta já se desesperou. Logo abriu as janelas e começou a limpar tudo, fui até o quarto, onde passamos tantos momentos bons. Me fazia me sentir ainda mais culpado por estar com Saulo. Saí do quarto para não chorar, realmente tinha ficado mais sensivel depois de tudo que tinha passado, no escritório encontrei o tal objeto que precisávamos, uma caneta muito elegante que ele sempre usava. Pedi a Augusta que saíssemos logo, esperávamos o elevador, quando a porta se abriu me surpreendi com quem encontramos. Paulo, o vizinho de Aírton, tentei não dar atenção e nem demonstrar incômodo com a presença dele. “Sinto muito pela sua perda. Fiquei sabendo de Aírton.” Disse ele tocando em meu ombro.

Agradeci os “pesares” dele e em seguida saímos em direção a rua, não queria nenhum tipo de contato com Paulo. Voltamos para o apartamento de Saulo, Augusta tinha se incumbido de marcar a consulta com a cartomante, psíquica e cozinheira de mão cheia no dia seguinte. Pela noite, naquele mesmo dia Saulo me trazia uma ótima noticia, Marco havia sido internado em uma clínica para dependentes químicos. Que alivio senti, já podia sair tranquilo. Para “comemorar”, fomos assistir um filme no cinema e jantar fora, tudo com Saulo era divertido ele fazia piada com tudo.

Bom geminiano como era. Os de signo de gemêos são engraçados, charmosos e loucos, muito loucos. Até então ele estava demonstrando poucas características do signo. Saulo tinha escolhido um filme que era muito chato, estávamos distraídos e sem nada para fazer. Então vieram aquelas ideias malucas e pervertidas que só rolam no cinema, começamos a nos tocar no escurinho. Será que “Rita Lee” havia feito o mesmo quando compôs aquela musica, “Flagra”? O drops não era de anis e o filme até aquele momento não havia pifado, começamos com beijos e carícias. O filme era bem, mais longo do que imaginavámos e fomos mais além do que beijos e carícias, era mão naquilo e aquilo na mão. Estávamos masturbando um ao outro dentro da sala de cinema, era muito excitante, Saulo quase chegou ao orgasmo quando uma luz veio em nossa direção.

“Estamos ferrados!”

Saulo disse enquanto tentavámos disfarçar o óbvio. O funcionário do cinema, um senhor carrancudo, se aproximou, disse em voz baixa e grave que saísemos da sala e o acompanhasse. Saímos e entramos em uma sala ao final dos corredores, parecia um escritório, ele começou um discurso que com certeza já havia feito milhares de vezes antes. “Vocês sabem que isso é errado não!? Não pelo fato de vocês serem gays, bi-sexuais o que seja! E sim por desrespeitar as pessoas que vieram assistir um bom filme, poderia haver crianças na sala.”

Vai entender, “Antunes Filho” não gostava de ser chamado de senhor e o funcionário do cinema queria? Ele saiu e nos deixou a sós, dois pervertidos, fizemos o que quase todos os casais, pervertidos, fazem no cinema. Saulo me olhou assustado e disse. “Tinha me esquecido que você é menor de idade. Se nos levarem para a delegacia isso não vai acabar bem.” Pedi a ele que para se acalmar. Depois de ter escapado vestido de mulher do louco do ex-namorado dele, sair de de lá, seria mais fácil ainda. Abrimos a porta, não havia ninguém no corredor, pedi a Saulo que saíssemos rápido. Caminhamos rapidamente pelos corredores que davam entrada para outras salas de exibição e antes de virarmos a esquina escutamos a voz de “Dagoberto”, quero dizer, senhor Dagoberto…

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Sex fora de hora…

Muito cedo ou muito tarde?

Chegamos em seu apartamento, tudo parecia muito organizado, a decoração era com uma mobília moderna em tons de branco e marrom, o lugar tinha o mesmo cheiro que o perfume dele. Tive aquela sensação de “déjá vú”, como se já conhecesse aquele lugar. Aírton me mostrou o apartamento todo, e finalmente o quarto de hóspedes, me senti um pouco mais tranquilo em saber que não dormiriamos juntos. Ele tinha toda uma programação para a minha estada com ele, hoje entendo essa “mania” que os homens maduros têm de programar e organizar tudo.

Já passava das onze da noite quando ele saiu do banho, usando um roupão branco e foi até o quarto de hóspedes onde eu estava. Ele tinha aquela expressão de, vamos conversar serio?

“Não quero que você faça nada contra sua vontade, mas, notei que durante todo o caminho, a gente não falou sobre nossos sentimentos. Com a sua idade e estas pernas que você têm, imagino que já tenha encontrado um namoradinho da sua idade.”   Naquele momento, ri do ciúmes dele, peguei em sua mão e lhe disse que só havia uma pessoa em meu pensamento. E que essa “pessoa” que vivia em meus pensamentos, era um homem, inteligente, charmoso e que cheirava muito bem por sinal. Aírton com seu ótimo humor de sempre, me disse que então definitivamente não era ele. Me abraçou, me puxou contra seu peito e me beijou suavemente, nos beijamos por uns cinco minutos, quando percebi que ele tentava esconder algo. Ele estava excitado com nosso beijo, podia perceber pelo volume em seu roupão que era um membro bem grande, digno de seus quase dois metros e alguns, de altura. Não sei porque, mas, não tinha mais o mesmo medo de tocá-lo, creio que foi por todo o movimento que havia tido nas últimas horas, a segurança de estar em sua casa e de saber que alí naquele espaço éramos aceitos. Me senti mais corajoso quando coloquei  minha mão sobre seu membro por cima do roupão, ele suspirava. Como que interrompendo bruscamente o caminho que minha mão seguir, Airton tirou a minha mão de seu membro e me disse.   “Tudo têm seu tempo! Vamos conversar sobre tudo isso, porque vamos fazer e como.”   Perguntei se seria como uma aula de educação sexual e rindo ele me respondeu, que já tinha passado pela minha idade e que naquela época a ansiedade e o tesão o atrapalharam muito. Airton me queria e eu o queria, mas ele tinha razão, tínhamos tempo e além do mais eu não era um “expert” em sexo. Nos desvencilhamos daquele momento quante e Aírton logo pediu um jantar, tudo com ele era muito refinado. Confesso que, nas primeiras vezes ficava um pouco envergonhado, porque não sabia me comportar diante de tanto luxo, a casa de meus pais era simples, não éramos pobres, mas não éramos ricos.

No jantar conversamos sobre a programação que ele tinha pra mim. Aírton era presidente de uma empresa de exportação de gêneros alimentícios. Me contou que no domingo íamos almoçar com sua família em “São Caetano”. Conhecer a família dele? Estávamos indo um pouco rápido demais!

Mas talvez tudo ja tivesse ido por água abaixo mesmo… tudo ja havia ficado íntimo demais, gostoso demais, curioso demais… eu sabia que não poderia voltar atrás nunca mais.

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